segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Homenagem em Assaí

O projeto das professoras Maria Zélia Bezerra Lopes e Rosana Galassi, do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, em Assaí a cidade onde nasci, tinha como finalidade apresentar os poetas nascidos em Assaí aos alunos. Foi uma maratona poética no segundo semestre desde ano, que culminou com o encerramento no dia 08 de novembro. Mais de suas décadas que eu não visitava a cidade onde nasci, estive lá para o I Sarau Poético do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, recebi uma emocionante homenagem e isto deixou 2011 mais bonito;


Desfile do Dia da Independência - Homenagem aos poetas nascidos em Assaí - PR



Os alunos na Biblioteca para leitura de poesias

Painel dentro do Colégio



Poetas nascidos em Assaí em visita aos alunos para bate-papo e entrevistas

Alunas apresentando poesias na Biblioteca
Visita ao Colégio Estadual Barão do Rio Branco - Com a Vice-Diretora Inês, Professora Rosana e a Diretora Edná





Momento do diálogo com os alunos que participaram dos Projetos




 
Sarau do dia 08 de Novembro - Professoras Rosana Galassi e Maria Zélia Bezerra Lopes
Leitura das Poesias na Noite de Encerramento


Maria Zélia e Rosana no palco


Professora Rosana, eu, Maria Zélia e aluna do Colégio Barão do Rio Branco, após a leitura da minha poesia - Adeus às Asas: Homenagens



1º Sarau Poético do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, de Assaí, na noite desta terça-feira, 8.


O evento prestou homenagens aos poetas assaienses Bárbara Lia, Chrystianne Lopes, Francisco Kuya, Ione Maria Kuya, Luiz Sérgio Piornedo, Mattheus Hermanny, Paulo Kuya, Regina Góes, Terezinha Thomaz, Walerian Wrosz e Wanderley Sueiro.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Código Coletivo




O texto abaixo copiei do blog - A gata por um fio - da poeta de Porto Alegre - Sandra Santos




CODIGO COLETIVO: projeção de poemas em QR CODE, no Castelinho do Alto da Bronze, Centro Histórico de Porto Alegre. Instalação de Sandra Santos, parceria CIDADE POEMA, Laís Chaffe.

Poetas que participam da exposição:

Ademir Antonio Bacca - Ademir Assunção - Ademir Demarchi - Alberto Al-Chaer -Alexandre Brito -

Allan Vidigal - Alma Welt - Alvaro Posselt - Ana Melo - Andrea Del Fuego -Andreia Laimer -

Antonio Carlos Secchin - Armindo Trevisan - Astier Basilio - Augusto Bier - Barbara Lia - Barreto Poeta - Carlos Seabra - Celso Santana - Claudio Daniel - Cristina Desouza - Cristina Macedo - Diego Grando - Diego Petrarca - Dilan Camargo - E. M. De Melo e Castro - Edson Cruz - Eduardo Tornaghi - Elson Fróes - Estrela Ruiz Leminski - Fabio Bruggmann - Fabio Godoh - Fabricio Carpinejar - Floriano Martins - Frank Jorge - Frederico Barbosa - Gilberto Wallace Battilana - Glauco Mattoso - Gustavo Dourado - Hugo Pontes - Igor Fagundes - Isabel Alamar - Jacqeline Aisenman - Jiddu Saldanha - José Aluisio Bahia - José Antônio Silva - José Inácio Vieira de Melo - José Geraldo Neres - Juliana Meira - Jurema Barreto de Sousa - Laís Chaffe - Lau Siqueira - Leo Lobos - Leonardo Brasiliense - Liana Timm - Lucia Santos - Luis Serguilha - Luis Turiba - Luiz de Miranda - Mano Melo - Marcelo Ariel - Marcelo Moraes Caetano - Marcelo Soriano - Marcelo Spalding - Marcílio Medeiros - Marco Celso Ruffel Viola - Mario Pirata - Marko Andrade - Muryel de Zoppa - Nei Duclós - Nicolas Behr - Nydia Bonetti -Orlando Bona Fº - Paco Cac - Paula Taitelbaum - Paulo de Toledo - Paulo Henrique Frias - Paulo Prates Jr - Pedro Stiehl -

Regina Mello - Renato de Mattos Motta - Ricardo Mainieri - Ricardo Portugal - Ricardo Pozzo - Ricardo Silvestrin - Rodrigo Garcia Lopes - Rogerio Santos - Romério Rômulo -Ronaldo Werneck - Sandra Santos - Sidnei Schneider - Silas Correa Leite - Suzanna Busatto - Talis Andrade - Tchello de Barros - Telma Scherer - Tulio Henrique Pereira -Valeria Tarelho - Wasil Sacharuk -Wender Montenegro - Wilmar Silva


meus agradecimentos a todos os poetas!




Sobre QR CODE : Foi desenvolvido em 1994 pela empresa japonesa Denso-Wave, para identificação de peças de automóveis. Trata-se de um código de barras 2D que pode armazenar caracteres numéricos, alfa-numéricos, binários, kanji (alfabeto japonês). Os dados podem ser acessados, decodificados, através de dispositivos móveis equipados com câmaras e com um leitor QR compatível. Desta forma é possível ler um trecho de texto, uma mensagem sms ou ser redirecionado por um link a um site de conteúdo publicado na web, como este aqui





Para seu celular ler codigo QR, instale o programa. Muitos celulares são compatíveis com o KaywaReader (gratuito). Uma dica: ao baixar o aplicativo java, instale primeiro o arquivo KaywaReader.jad, para não dar error. Após instalar, acesse o ícone do aplicativo, aproxime o celular da imagem, dé ok e verifique se começa o escaneamento da imagem pelo programa(duas linhas, uma linha vertical e outra horizontal, se movimentando na tela), se depois disso acusar mensagem de “error”, tente encontrar o ângulo correto para fotografar.

Celulares iPhone podem instalar o aplicativo Qrafter na própria App Store da Apple. Há outros programas na web, como o Bee Tagg, I-nigma, ou Barcode Reader. Verifique sempre a compatibildade com seu modelo de celular.

Caso não queira decifrar um código encontrado na internete, sem o celular, isso tanmbém é possível, enviando o arquivo de imagem neste site aqui.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Coletânea da FestiPoa Literária, “O melhor da festa volume três”, será lançada no dia 01 de maio





No dia 01 de maio, haverá o lançamento da coletânea “O melhor da festa volume três” (Casa Verde, 264 páginas, R$ 25,00) um livro produzido especialmente para a FestiPoa Literária. A obra reúne poemas, contos, crônicas, cartuns e tiras inéditas de 71 autores, alguns dos quais participaram da terceira edição do evento e outros que estão na programação da edição de 2011 da FestiPoa. Contém desde ficção de autores que estão publicando pela primeira vez em livro, até trabalhos de escritores consagrados e premiados no cenário literário nacional, como Sergio Faraco, escritor homenageado da FestiPoa 2010, Márcia Denser, Nelson de Oliveira, Altair Martins, Ernesto E. de Melo e Castro e Nei Lopes. De acordo com Fernando Ramos, idealizador do evento, a publicação desse terceiro volume da coletânea consolida a ideia de elaborar-se a cada ano uma publicação que registra a memória do evento e possibilita ao público tomar contato com uma grande variedade de trabalhos literários produzidos especialmente para a ocasião. A sessão de autógrafos com os autores ocorre a partir das 20hs, no Pé Palito Bar (rua João Alfredo, 577, Cidade Baixa, telefone 3225-7091). Além do lançamento, estão programadas diversas atividades artísticas, com entrada franca, entre elas o som do projeto Ccoma, do coletivo Avalanche e participação do F.E.L, lançando do zine OrFel. O site Artistas Gaúchos fará entrega do II Prêmio AG aos artistas vencedores.



A FestiPoa Literária é uma realização do jornal Vaia. Conta com o patrocínio cultural do Sintrajufe-RS, e os apoios culturais do Sesc-RS, Sindbancários, Casa de Cultura Mario Quintana, Instituto Estadual do Livro, Cidade Poema, livrarias Letras & Cia, Palavraria e Bamboletras.



Participam da coletânea: Adão Iturrusgarai, Ademir Assunção, Alexandre Rodrigues, Altair Martins, Amilcar Bettega, Antonio Carlos Secchin, Antonio Cicero, Antônio Xerxenesky, Andréia Laimer, Augusto Paim, Bárbara Lia, Carlos André Moreira, Cardoso, Carlos Gerbase, Carlos Pessoa Rosa, Cássio Pantaleoni, Claudia Tajes, Cristian De Nápoli, Daniel Weller, Diego Petrarca, Douglas Diegues, E. M. de Melo e Castro, Everton Behenck, Flávio Wild, Guilherme Orosco, Guto Leite, Henrique Rodrigues, Henrique Schneider, Horacio Fiebelkorn, Jacob Klintowitz, Jeferson Tenório, João Gilberto Noll, Jorge Fróes, Laerte, Laís Chaffe, Leandro Dóro, Liana Timm, Lima Trindade, Lúcia Rosa, Luciana Thomé, Luís Dill, Luís Serguilha, Luiz Paulo Faccioli, Marcelo Spalding, Márcia Denser, Maria Rezende, Marcelo Sahea, Marlon de Almeida, Monique Revillion, Nei Lopes, Nelson de Oliveira, Nicolas Behr, Olavo Amaral, Paulo Ribeiro, Pena Cabreira, Ramon Mello, Reginaldo Pujol Filho, Reynaldo Bessa, Ricardo Silvestrin, Rodrigo Bittencourt, Rodrigo dMart, Rodrigo Rosp, Ronald Augusto, Sandro Ornellas, Sergio Faraco, Simone Campos, Tailor Diniz, Virna Teixeira, Wilmar Silva, Wladimir Cazé, Xico Sá.





Informações sobre a coletânea “O melhor da festa volume três”





Título: O melhor da festa volume três

Número de páginas: 264

Preço: R$ 25,00

Número de autores participando: 71

Conteúdo: poemas, contos, crônicas, cartuns e tiras

Projeto gráfico: Jorge Nácul

Capa: Márcio-André

Revisão: Press Revisão

Supervisão editorial: Laís Chaffe

Organizador: Fernando Ramos

Editora: Casa Verde







Lançamento do O melhor da festa volume 3

dia 01/dom, 20hs

Pé Palito bar (João Alfredo, 577)

Entrada franca



Apoios: Sintrajufe, Cidade Poema, Confraria do Vento, Cerveja Coruja e Pé Palito Bar

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Na praia






Além mar
Pessoa vê Yemanjá
Quando um pássaro canta dentro de mim

Cássio Amaral

Em Barra Velha com meu amigo Cássio e sua esposa Maeles - abril de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

domingo, 6 de março de 2011

tem um pássaro cantando dentro de mim

Carrega-me contigo, Pássaro-Poesia
      Quando cruzares o Amanhã, a luz, o impossível

     fragmento de - Pássaro Poesia – Hilda Hilst






Um pássaro vai pousar neste outono.
Meu livro de poesias - TEM UM PÁSSARO CANTANDO DENTRO DE MIM.
Capa e Projeto Gráfico - Cinthia Casagrande e Coordenação editorial Cláudio B. Carlos
O livro dividido em três pequenos cadernos:

- Tem um pássaro cantando dentro de mim
- Mar Absinto
- Jardim do Caos



Lançamento previsto para Abril.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Rogério Santos



Podcast do meu poema - Meu Aleph - na voz de Rogério Santos

Nascida em Assaí, Bárbara Lia faz sucesso com literatura

Nascida em Assaí, Bárbara Lia faz sucesso com literatura -


http://www.revelia.com.br/index.php?pagina=posts&id=505&tipo=Assaí

Título de matéria no site - Revelia - que traz notícias da região de Assaí

Um estranhamento para mim ler a matéria que diz da escritora. Assaí - vivi lá apenas até os 3 anos e por lá tenho primos, mas, raramento visito a cidade onde nasci. Embora esta notícia tenha sido um vento de carinho. É preciso proximidade para guardar memórias. A proximidade permite a lembrança, o perfume de tudo, o tatear de toda a matéria ao redor. Lembro Peabiru por ser o lugar onde descobri o mundo e a Poesia. Assaí é oficialmente a cidade onde nasci. O lugar em que despontei para esta vida - louca vida - e quiçá deva voltar e subir os degraus que dá para uma igreja e andar pela avenida principal e visitar meus primos e dizer - olá - para a cidade onde nasci: Assaí.



imagem retirada daqui

Amantes da Poesia

Fórum da comunidade do orkut - Amantes da Poesia - que Débora Malucelli criou e postou muita poesia da Bárbara Lia. Só posso ficar feliz e dizer - Obrigada! Muito lindo ver os meus poemas reunidos, alguns ilustrados como este acima:


Comunidade - Amantes da Poesia - Minha Página:

http://www.orkut.com.br/CommMsgs?cmm=18211369&tid=5447778149844617092&na=1&nst=1

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Michel Sleiman


com Michel Sleiman


Cores


um azul todo água
verde mate à tarde
laranja abóbada
amarelo bandeira
ocre telhado
branco toalha
marrom preta amada
vermelho

cores de almodóvar em voz de adriana
outras de bárbara lia
pastel vibrado nas cordas


fluido de miragens
a ex-surgir paragens
sonha: o homem é aquarela

pinta: arco-íris da concórdia
em vaso
de flor
ou sanitário

e entre as frestas da veneziana
ar menestrel
o dia

Michel Sleiman
Poeta. Professor de Língua e Literatura Árabe da Universidade de São Paulo, onde dirige a Revista Tiraz de Estudos Árabes e das Culturas do Oriente Médio. É autor de - A Poesia Árabe-Andaluza: Ibn Quzman de Córdova(2.000) e A Arte do Zajal: Estudo de Poética Árabe.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Marcelo Bourscheid

meu amigo Marcelo Bourscheid ao meu lado no Teatro José Maria Santos - 2009




ESTAR SOZINHO


Para Bárbara Lia.

Líquido momento de sentir
E estar sozinho.
Mariana Ianelli



Aqui
não há
a voz das folhas secas
a te sussurrarem
- sob o peso dos teus passos –
segredos do outono.

O coração se calou.


O silêncio
aqui
já não te causa medo.
O silêncio
aqui
é líquido como o deserto
ou como a hora
líquida e incerta
de estar sozinho.

MARCELO BOURSCHEID

Poeta e Dramaturgo

Clifton Gianini

- meu amigo Clifton - de azul - eu dediquei a ele Primavera Desfolhada (A última chuva) e ele um dia escreveu estas palavras para mim:



que a lua não enregele seus dias de ópio
e o medo da morte não desperdice o lento caminhar
se o gelo das altas madrugadas fazer-te esquecer da vida
esquecer das dores, esquecer da fadiga de dormir
para logo mais acordar...

ainda restará uma xícara de café quente sobre a mesa
e um pedaço de pão
e um papel amassado

e a reclamação de um filho que ainda não se foi.

Clifton Giovanini - 24/02/03

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Memories


A poesia Brisa
- painel das noites do Porão Loquax - Wonka  Bar -




Patchouli
presente da Marina Teixeira
amiga de Belém



foto do poeta Darlan M. Cunha


escritor de Santa Cruz do Sul

 Livros artesanais - foto delicada da Kátia Torres

Em BH - foto do poeta Isaias Faria


 Kátia Torres com meus livros


Flor com Borboleta - presente da professora Silvia Vincentin
e seus alunos - Curitiba




 Minha amiga Lu no lançamento do livro - O sal das rosas


 Gabriela Caramuru concentrada em Noir


Foto parte de um ensaio da Rebecca Loise
minha amiga/flor

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Darlan M Cunha

Pensei: vou morar em uma lágrima.
E vi cenários de Kandinski atrás da cristalina dor.
Vi os retorcidos rostos detrás dos espelhos d’água.
Vi uma casa-banheira, eu sempre líquida.
Vi um teto vidro fosco, eu a olhar estrelas.
E quando secar a minha casa?
E como secar meu coração?

Bárbara Lia


- Darlan escreveu sobre a poesia acima:

A extrema leveza desta poema é difícil de ser alcançada, a metafísica que dele exala, e é tão limpo de se ler ( e reter). Lembro-me do farmacêutico Carlos Drummond de Andrade, também poeta, dizendo algo mais ou menos assim, quando da morte do Cartola - Angenor de Oliveira: “- Este era o verso que eu gostaria de ter escrito: Queixo-me às rosas / mas que bobagem / As rosas não falam…”

Parabéns.

Darlan M Cunha

*****

BREVE ARQUITETURA DA MELANCOLIA *

Disse a moça “querer morar na lágrima”, e assim é que já me vejo com vizinhança, já que neste líquido núcleo habito só, sem nada de ir ao cara das cortiças e contratar-lhe os serviços em toda a casa, nada de armazenar antidepressivos, antíteses do ruído, nada de nada que se imiscua no meu líquido teor de maldade, e assim é que não espero ansiosamente a moça chegar, mesmo se ela for poeta, mesmo se for atéia, mesmo que seja tão feroz e feraz quanto uma canção de ninar, ou mesmo que me queira em sua cama, psicotrama, em seu coma.

DMC

OBS: verso do poeta Eugénio de Andrade (Prêmio Camões 2001), no poema Lágrima, do livro Coração do Dia, 1956-58.

*****

Escrevi o texto imediatamente ao ler este admirável poema.

Um abraço.

DMC

Cássio Amaral

Toque o vento
com a canção
que sintetiza chuva
gosto de vida
amizade sincera
um verso improvisado

Sinta a chuva
nos pingos que contam
profecias nas folhas
que amenizam o caminho

Toque o vento
sinta a chuva
a melodia brinca
no vento que invade a
estrada

Quando a vida é verso
e verso é reverso de
vida
Servida no chá para
as borboletas
Cássio Amaral
Curitiba - PR Janeiro de /09

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ane Fiúza


A última chuva
- pintura para o poema - A última chuva -
Ane Fiúza - artista plástica baiana radicada em Curitiba



Desenho de Ane Fiúza para o poema - Chá para as  borboletas

Ia Santanché


POESIA NÃO É SÓ PALAVRA

Uma cena boreal

(Para Kátia Torres Negrisolli
Beatriz Bajo & Bárbara Lia)


Teu vulto claro
e cereal
embebido na manhã lapã
como a coruja do ártico
em sua leveza

estende-nos
num trigal deitado
ao vento

ao som
de duas ocarinas
e não há trópico que desdenhe
de nosso calor certeiro
e liberto
de ave

>>>>>>>>>>>>>>

Patos enfileirados
fecundam
horizontes

ASSIS DE MELLO

domingo, 30 de janeiro de 2011

Maria de Lourdes Jaude





Muitas poesias e homenagens da Maria de Lourdes Jaude - Uma tela bela - Um texto que ela assina como Condessa Bahar

POEMA PARA A POETISA

Flor do ipê do pé de Assaí posto

Epopéia nos idos raios de agosto
Ipê mesmo, mão de Deus, dedicatória
caindo angélico nos versos da história

Aproveitar a poesia pra proveta
Chapar de chá até rachar as borboletas
Salgar as rosas que estejam dessalgadas
E adoçar as solitárias calcinadas
E, com lirismo [embora seja um certo fardo],
fazer sorrir o mais revolto Leonardo

A chuva última haverá de ser primeira
que da Medusa apaga o fogo em cabeleira
e molha fértil e de forma tão precisa
a inspiração brotando à mão da poetisa
em Curitiba, pelos parques, pelas ruas
em Peabiru, de pó rubi, de estrelas cruas
para regar, banhar de luz a poesia
e eternizar o que compor Bárbara Lia

Fábio Sexugi

http://peabiruta.blogspot.com/

.

Fábio é Poeta e Professor - da cidade da minha infância: Peabiru. Reavivou a lembrança da poeira vermelha (pó rubi) e das estrelas cruas. Banzo de um tempo em que eu não escrevia poesia, mas, a poesia me ungia, plasmava um futuro que eu nem sabia. Meu reino em Peabiru - uma sucessão de quintais - à sombra das árvores, colhendo goiaba do vizinho, tirando água do poço... Sonhando ser escritora... um dia.

MORENINHA



Quer ir pras ilhas Malvinas
Gritar que elas são argentinas?
Ou você prefere um carnaval de confetes
E serpentinas?
Ou quem sabe dois tabletes
De chiclétes?

Quer se transformar na Princesa Narda
E ir embora pra Pasárgada?

Ou você prefere ser Nyoka,
Heroina de estórias em quadrinhos
E ir pra Áfrika
Viver uma aventura na selva?
Poderias voar pelos caminhos
Se balançando pendurada em cipós.
Subir a nada as cachoeiras de Foz.
Ou singrar os mares no trem azul da música do mundo.
A Eternidade é feita de milésimos de segundos.

MANO MELO



Mano Melo, cearense que vive desde os 16 anos no Rio de Janeiro, 55 anos, é poeta, ator, roteirista. Desde 1979, quando retornou ao Brasil depois de viajar por dez anos através do mundo ( América Latina, Ásia, Europa, África), vem interpretando seus poemas em shows e recitais po teatros, bares, centros culturais, festivais, congressos, feiras de livros, universidades, no Rio de Janeiro e através do Brasil, tendo se apresentado em inúmeras cidades grandes e pequenas, do Rio Grande do Sul ao Acre. No momento, além de se apresentar com o Ver o Verso ( Mano Melo, Claufe Rodrigues, Pedro Bial, Alexandra Maia, tem pronto o espetáculo poético-teatral O Lavrador de Palavras, monólogo que estreou em novembro do ano passado no teatro da Casa da Gávea, e desde então vem percorrendo outros teatros e espaços culturais, como espetáculo itinerante.



O Lavrador de Palavras é também o título do seu livro mais recente, publicado pela Bapera Editora. Outros livros: O Evangelho de Jimi Rango, O Vampiro Ciro, Rio Acima, Tratado geral Sobre os Amplos Irrestritos, além de trabalhos espalhados por antologias, jornais e revistas literárias. Autor do roteiro, em parceria com Claufe Rodrigues, de Fernando Pessoas, documentário de 50 minutos em vídeo sobre o poeta português, atualmente em fase de edição.